11 de ago. de 2011

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA TERCEIRA IDADE


Para se manter saudável nesta fase da vida é fundamental que faça uma alimentação completa, equilibrada e variada, com todos os grupos da pirâmide alimentar, ingerindo as doses diárias recomendadas de cada um dos nutrientes.

Grande parte dos idosos tem dificuldades de mastigação e de digestão, por isso, é essencial que faça refeições saudáveis e saborosas, fáceis de mastigar, engolir e digerir, para que se sinta bem diariamente.

Como as necessidades calóricas diminuem com a idade, a sua alimentação deve incluir alimentos de pouco volume e calorias concentradas, que sejam ricos em proteínas, vitaminas e minerais.

Devemos lembrar que, durante o processo de envelhecimento, é importante manter um peso estável e saudável, para que não haja um aumento excessivo da gordura corporal e todos os problemas de saúde que lhe estão associados ou, pelo contrário, carência de determinados nutrientes vitais, que o podem deixar mal nutrido.

Além de todas as mudanças acima referidas, os idosos sofrem uma diminuição de algumas capacidades sensoriais. A capacidade das pupilas gustativas tende a diminuir com a idade, o que o pode levar a preferir comidas muito doces, ingerindo uma quantidade excessiva de açúcar, ou muito salgadas, o que pode contribuir para a hipertensão. O seu olfacto e visão também tendem a diminuir, podendo levá-lo a preferir comidas com odores fortes ou até a perder o apetite.

Tenha muita atenção às alterações que vão ocorrendo no seu corpo com o avançar da idade e procure sempre fazer uma alimentação saborosa, mas ao mesmo tempo saudável. O seu paladar agradece e o seu corpo também.

  
10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA TERCEIRA IDADE:

1º passo: Aumente e varie o consumo de frutas, legumes e verduras. Coma-os 5 vezes por dia.
2º passo: Coma feijão pelo menos 1 vez por dia, no mínimo 4 vezes por semana.
3º passo: Reduza o consumo de alimentos gordurosos, como carne com gordura aparente, salsicha, mortadela, frituras e salgadinhos, para no máximo 1 vez por semana.
4º passo: Reduza o consumo de sal. Tire o saleiro da mesa.
5º passo: Faça pelo menos 3 refeições e 1 lanche por dia. Não pule as refeições. 
6º passo: Reduza o consumo de doces, bolos, biscoitos e outros alimentos ricos em açúcar para no máximo 2 vezes por semana.
7º passo: Reduza o consumo de álcool e refrigerantes. Evite o consumo diário. A melhor bebida é a água.
8º passo: Aprecie a sua refeição. Coma devagar.
9º passo: Mantenha o seu peso dentro dos limites saudáveis.
10º passo: Seja ativo. Acumule 30 minutos de atividade física todos os dias. Caminhe no seu bairro. Não passe muitas horas assistindo TV. 
 
Lembre-se de que não existe o mito em que o idoso “come menos” ou “não tem apetite”. Uma alimentação saudável depende de quão prazerosa se torna esta atividade. Independente de patologias que necessitam de dietas, como hipertensão arterial, diabetes ou colesterol alto, ou dificuldades impostas pela sua idade, procure um profissional de saúde que estará apto a reconhecer tais obstáculos e ajudá-lo a manter a melhor qualidade de vida possível e merecida por você.

Juliana Fernandes
Nutricionista


"A Terapia Ocupacional é uma das áreas mais abrangentes da saúde. O profissional atua na prevenção, na cura e na reabilitação do paciente atingido por diversas doenças”

TERAPIA OCUPACIONAL NA TERCEIRA IDADE



Quantas vezes não teremos todos ouvido esta frase: "Quando isso acontecer, poderei morrer"!
Há expressão que mostre mais claramente até que ponto somos impelidos por um objetivo vital concreto? Por que, então, essa rejeição tão taxativa da terapia ocupacional por parte dos velhos?
Permito-me recordar umas palavras de um psicólogo:
"Até agora, tem-se tratado do tema partindo de duas idéias errôneas: primeiro, que o velho se sente feliz desligado da sua atividade profissional; segun do, que tem a. inteligência prejudicada. Nem uma coisa nem outra é verdade. Por um lado, com a velhice, aumentam as aptidões para aquilo em que se trabalhou durante toda a vida; por outro, pode abrir-se um campo novo de atividade. Um exemplo: com muita freqüência, os funcionários públicos que se aposentam por limite de idade caem no vazio e morrem; já na polícia alemã se verifica um dos maiores índices de longevidade. Por que será? Muito simples: só entram na corporação aos vinte e um anos - o que quer dizer que tiveram a possibilidade de aprender outra profissão - e são aposentados aos sessenta: isto é, ainda podem dedicar-se a uma nova atividade ou cultivar determinado gosto ou inclinação".
Cultivar determinado gosto ou inclinação, este é o ponto em que se costuma falhar. O homem, geralmente obcecado pelo seu trabalho, não só não cultiva as suas inclinações como as rejeita inconscientemente, não aconteça que o distraiam da sua "luta pela vida". Quanto à mulher, também tem as suas razões: "Já me bastam as tarefas da casa"; "o meu trabalho é um trabalho sem fim".
Assim como deveríamos procurar conhecer sempre os limites da nossa própria vida com relação à vida que nos rodeia, embora estejamos imersos nela, deveríamos também aspirar a que o trabalho ocupasse na nossa existência o seu lugar preciso e deixasse pelo menos uma janela aberta através da qual as nossas inclinações pessoais pudessem respirar. Porque, ao chegar a velhice, "o homem - diz o prof. López Ibor - recupera a liberdade perdida e pode dedicar-se ao que sempre lhe interessou e que, pelas necessidades da vida, não pôde realizar".
Lembro-me agora da minha avó materna que, aos setenta anos, começou a escrever poesia e se dedicou a aprender piano, aliás, diga-se de passagem, com pouco sucesso. Ou, para sermos mais universais, de Sócrates, que, depois de ter sido condenado a tomar cicuta, se pôs a aprender a tocar harpa. Aos discípulos que lhe perguntavam por que se empenhava nisso, sabendo que lhe restava tão pouco tempo de vida, respondeu-lhes com um sorriso de impressionante naturalidade: "Para sabê-lo quando morrer".
A história antiga e de épocas posteriores retém nomes de pessoas cuja produção artística, intelectual, etc., foi notável nas últimas idades da vida. Já Cícero mencionava no seu De senectute o caso de Sófocles, que compôs tragédias na mais alta velhice. Parecendo que descuidava por causa dessa ocupação a administração dos bens familiares, os filhos pediram a sua interdição. Diz-se que o velho narrou então aos juízes a tragédia que acabava de escrever, Édipo em Colona, perguntando-lhes se lhes parecia que estava fora do seu juízo. Foi absolvido.
Goethe terminou o seu monumental Fausto aos oitenta e dois anos, Lamarck concluiu a sua História naturaltambém depois dos oitenta, Cervantes terminou o D. Quixote aos sessenta e oito.
Entre os pintores, Ticiano trabalhou quase ininterruptamente com grande criatividade até os noventa e nove anos: um dos seus quadros mais famosos, A batalha de Lepanto, foi pintado aos noventa e oito. E Michelangelo traçou o plano da grande cúpula de São Pedro aos setenta e oito.
Entre os compositores, Verdi compôs Otelo aos setenta e quatro anos e Falstaff aos oitenta; Haendel escreveu aos setenta e dois anos o seu Triunfo do tempo e Rossini a sua Missa quando beirava os noventa.
Se não há dúvida de que, ao chegar a certa idade, o ser humano tende a perder a memória mais recente e a "viver de recordações", isso acontece quando desiste de levar a cabo uma atividade, quando deixa de interessar-se pelas coisas, quando não faz o esforço de situar-se no dia de hoje e encará-lo de olhos postos no futuro. Quantas vezes não ouvi afirmações como esta, de lábios de pessoas de quase oitenta anos:
- Eu não vivo no passado. Tenho lembranças, como sempre as tive, mas vivo o dia de hoje. E a morte não me assusta: será uma passagem.
Isso mesmo queria dizer a minha tia - a única irmã viva de meu pai, que mora num lar de senhoras idosas nos arredores de Barcelona -, quando me confiou:
- Só peço a Deus que me conserve isto pelo tempo que me reste de vida. Aqui sinto-me feliz, vou à Missa, dou longos passeios, organizo números cômicos que representamos para grupos de crianças, e respiro o ar puro e o aroma dos pinheiros e das plantas. Que paz!
Um espírito simples, que precisamente na sua velhice vive a fase mais criativa da sua vida. Talvez tivesse nascido para isso, para dar alegria e fazer rir os outros, mas só agora viera a descobrir essa vocação que as circunstâncias lhe tinham ocultado.
Não lhe perguntemos pela sua infância e juventude, enquanto a acompanhamos num passeio pelos "seus" laranjais e fileiras de beringelas; será sempre parca em palavras. Mas peçamos-lhe que nos mostre as suas fotografias mais recentes: disfarçada de galã, com bigode, chapéu-coco e bengala; vestida de noiva, envolvida num lençol que se arrasta pelo chão a modo de cauda; ou encarnando uma menina travessa, de bochechas coloridas, um grande laço de papel na cabeça e uma corda de pular na mão...
- No fim, as freirinhas choravam de tanto rir - comentará.
E leremos alegria em cada uma das suas tensas rugas, no seu rosto redondo e no seu olhar.
"Nos olhos dos jovens, há claridade; nos dos velhos, luz", escreveu Jouvert. 



Clara Janés / Luz María de la Fuente


10 de ago. de 2011

Cuidare



                                   “ Tudo quanto vier a mão, faze-o conforme as tuas forças...” (Eclesiastes 9:10)


Nossa Missão


Através das relações intergeracionais e a reconstrução do Estado do Bem-Estar
Social no Brasil, nos parâmetros de uma sociedade contemporânea, ressaltando, não somente a QV (Qualidade de Vida), mas vínculos que devem serem formados, através de uma rede , que visa uma proposta nova para o empreendedor, família , sociedade levando-se em consideração o envelhecimento populacional através de uma visão holística.
A CUIDARE oferece, portanto, os Seminários, Fóruns, Palestras , Cursos , enfim ; que estão ligados às demandas da nossa população brasileira, levando-se em consideração esse foco, numa visão mundial.

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
Assessoria / Consultoria / Atendimento / Acompanhamento / Capacitação e Gerenciamento

Somos uma equipe de multiprofissionais especializados e qualificados, onde ofereçemos:
·         Conferências
·         Fóruns
·         Workshop
·         Eventos diversos
·         Habilitação Pessoal e Gerencial
·         Consultoria Gerontológica
·         Orientação e apoio
·         Reabilitação
·         Capacitação de Cuidadores de Idosos (Curso cuja carga horária é a partir de 12 a 120 hrs)
·         Programa de Preparação para Aposentadoria
·         Dinâmicas de Grupo
·         Dinâmicas Interpessoais
·         Programa para uma melhor qualidade de vida , desempenho biopsicosocial e profissional.


Público Alvo:
 Idoso, Família (independente de faixa etária), Escolas, Igrejas, Hospitais, Associações, ONG's e Empresas (Públicas, Privadas,Estaduais e Federais ) 




 SEMINÁRIOS 



"ÉTICA E CIDADANIA NO TRABALHO"

"GERENCIAMENTO DE CONFLITOS"

"RELAÇÕES INTERPESSOAIS E SEUS DESAFIOS"

"RELAÇÕES GRUPAIS E DESENVOLVIMENTO HUMANO"

"BEM - ESTAR BIOPSICOSOCIAL (VALORES E CONTRA VALORES)"

"QUALIDADE DE VIDA E SUSTENTABILIDADE NO TRABALHO, FAMÍLIA E COMUNIDADE"
“LONGEVIDADE”

“A IMPORTANCIA DA ESPIRITUALIDADE“

“OS IDOSOS E A FAMILIA“

“ÉTICA DO CUIDAR“

“RELEVÂNCIA DO APOIO SOCIAL NA VELHICE“

“IDADE CRONOLÓGICA X IDADE BIOLÓGICA“

“HUMANIZAÇÃO“

“FALSOS MITOS E CRENÇAS ACERCA DO ENVELHECIMENTO“

“SENESCÊNCIA X SENILIDADE“



http://www.claudiasimaocuidare.blogspot.com/

Colhendo flores entre espinhos


Colhendo flores entre espinhos Colhendo flores entre espinhos

A felicidade, a eterna juventude e a imortalidade estão entre os sonhos mais acalentados pelo ser humano. A procura dos factores genéticos que possam justificar um envelhecimento bem-sucedido é uma das investigações do nosso tempo, mas tem-se revelado inconclusiva.
Para um filósofo ou um teólogo a felicidade não deve ser confundida com momentos fugazes nem com meros sentimentos, só pode ser alcançada por quem está disposto a assumir certos pressupostos. Obviamente que para um cristão não há felicidade sem encontrar Deus, ele é a verdadeira fonte de juventude, é ele que desperta as energias adormecidas, sem prejuízo das esperanças revolucionárias que pomos na biogenética e na biotecnologia. Os autores escrevem sem dar margem a equívocos: “A arte de ser feliz e a arte de manter vivo o vigor da juventude estão intimamente ligadas à arte de cultivar cuidadosamente as sementes da imortalidade”.
É bom ter sempre em conta que o estudo do envelhecimento como processo existencial é relativamente recente, só nas últimas décadas se começaram a dar passos gigantes na gerontologia (voltada para o bem-estar integral das pessoas de idade) e da geriatria (mais preocupada com as doenças. Hoje a gerontologia fala em velhice inicial e em velhice avançada em terceira e quarta idades.
Graças à biogenética, os seres deixaram de ser identificados apenas pelas aparências mas pelo que são na sua interioridade. Mais do que um somatório de funções orgânicas bem ou mal organizadas, o grande desafio de um sénior é saber administrar perdas e ganhos, estamos em permanente evolução e interacção com o meio circundante.
Há mesmo quem diga que não há continuidade dos processos existenciais mas sim sucessivas mudanças. Quem busca novos ganhos mantém-se jovem, rompe menos penosamente com rotinas, recupera mais facilmente de eventuais fases depressivas. A chave do sucesso poderá passar por saber cuidar-se e ser cuidado.
No envelhecimento bem sucedido a pessoa deve estar bem relacionada consigo e saber defrontar o diferente – o envelhecimento é um processo contínuo de transformação do humano como ser único em seu tempo vivido, e esta consideração vale para a relação familiar, para quem se educa para envelhecer, para quem sabe cultivar os seus dons e não ter medo de se olhar ao espelho.
Noutra dimensão, os autores falam do corpo e da corporeidade. Há diferentes maneiras de ver o corpo (higiene, moral, arte, beleza…), a linguagem corporal é um verdadeiro livro aberto, no nosso tempo andamos na busca do corpo perfeito; a corporeidade é uma nova maneira de compreender os seres humanos, de analisar o seu lugar na família, na sociedade, nas suas ligações com o transcendente. Nós reflectimo-nos no espelho social mas o envelhecimento também faz parte de um processo existencial, é uma caminhada. Porque envelhecer significa mudar sem perder a identidade, conhecer o tempo e caminhar com ele, estar no tempo e também contra o tempo, no fundo chegar ao alto da montanha, saber que se subiu degrau a degrau.
A condição de bem viver passar por não ter medo de morrer, em aceitar que a vida se constitui numa aventura, que o ser humano é grande e pequeno; grande, quando se aceita alegremente ser gestor de si mesmo e participante do que se passa nos outros seres à sua volta; pequeno, aceitando, com deslumbramento, contemplar o céu e respeitar a obra do criador, exaltando-a como a obra-prima absoluta. No fundo, o envelhecimento com qualidade é uma associação bem doseada entre o progresso científico e a resposta pessoal à alegria de viver.
Extraído de: http://www.oribatejo.pt/2011/05/colhendo-flores-entre-espinhos/

O mundo está preparado para atender os idosos?

O mundo está preparado para atender os idosos O mundo está preparado para atender os idosos?


É muito bom viver num país cujo contingente de idosos aumenta sensivelmente. Porém, com isso, a seguinte pergunta sempre se faz pertinente: “O mundo está preparado para atender aos idosos?”
Geralmente a resposta a este questionamento é feita pensando-se apenas em aspectos referentes à saúde e à previdência social. São duas esferas essenciais para a população que envelhece, porém, como já falei em outros artigos, a população idosa, assim como aquela de outras faixas etárias, possui outras necessidades. Idosos precisam de oportunidades na área da educação, de acessibilidade, de cultura, de lazer, dentre outras.
Numa viagem recente ao Rio de Janeiro, fui com uma tia, já idosa, almoçar num restaurante em Copacabana. Ela se orgulhava em afirmar que este é o bairro com maior concentração de idosos no Brasil, apontando mesas onde senhoras alegres se divertiam, ou uma mesa onde uma senhora, dependente, almoçava com o auxílio de sua cuidadora, na companhia de outras senhoras. Interessante que o pianista que alegrava o local também já se mostrava bastante idoso e estava ali, trabalhando, tocando músicas que agradavam principalmente àqueles mais idosos. Neste contexto de domingo feliz, me coloquei a pensar: será que os setores de atendimento, de maneira geral, estão preparados para atender à população idosa?
As atendentes do restaurante se mostraram muito capacitadas para lidar com seus clientes idosos: atendiam com delicadeza, falavam num tom mais alto para serem compreendidas pelos clientes com dificuldades de audição e carregavam as bandejas daqueles que estavam de bengala. São pequenas atitudes como estas que fazem um grande diferencial no atendimento de idosos, muitos dos quais são sozinhos e realmente precisam ser atendidos em suas necessidades específicas.
Os responsáveis pelos setores de atendimento em geral e comerciários precisam se preocupar em fornecer um tipo de treinamento para seus funcionários: funcionários do comércio, bancários, operadores de telemarketing, operadores de caixa registradora, funcionários de repartições públicas e outros profissionais, independente de trabalharem em locais destinados exclusivamente para a população idosa sabem que um dia irão lidar com este público-alvo.
Primeiramente, é importante que a pessoa que irá lidar diretamente com o idoso se dispa de qualquerpreconceito referente ao processo e envelhecimento: que não generalize que todos os idosos são ranzinzas, “caducos”, doentes ou pessoas difíceis de lidar. Isto já é um grande princípio. Também é essencial compreender que algumas condições associadas ao envelhecimento podem acarretar-lhes problemas e limitações, tanto do ponto de vista fisiológico, quanto cognitivo, quanto psicossocial e, devido a estas condições, eles irão requerer um tipo de atenção especial. Às vezes ter um pouco mais de paciência e respeitar o tempo do idoso, já que alguns são mais lentos para executar determinadas tarefas, já é suficiente.
Por outro lado, o profissional que irá lidar com idosos deve se lembrar que alguns não necessitam de nenhum tipo de ajuda, e tentar auxiliá-los pode ser o suficiente para que se sintam inúteis, dependentes ou mesmo para irritá-los. É imprescindível ter a sensibilidade de entender quando ajudar e como ajudar, para não parecer invasivo, super protetor ou negligente para com o idoso.
Independente de nossa área de atuação, é sempre importante lembrar de que um dia poderemos vir a atender um idoso e devemos estar preparados para isso.

Luciene C. Miranda

Psicóloga 

Respeito com a terceira idade


Respeito com a terceira idade Respeito com a terceira idade


Dias desses, uma senhora de uns 70 anos entrou pela porta de trás de um ônibus. O coletivo estava lotado e ela teria que ficar em pé. Teria porque um grupo de jovens começou a fazer coro para alguém arrumar uma poltrona para ela. Não demorou muito e a simpática senhora pode viajar sentada. A situação ilustra o respeito que os idosos passaram a ter recentemente. Uma surpresa para mim, uma vez que da nova geração não poderia esperar tanto.
Há quatro décadas, o Brasil era considerado um país de jovens. Hoje, a população envelheceu. Os jovens de ontem e idosos de hoje e amanhã, mudaram sua visão do mundo. Com mais conquistas, querem garantir o respeito de sempre.
A reação dos jovens do ônibus confirma que os tempos mudaram. De estorvo, uma pedra no sapato de muita gente, os idosos passaram a ganhar respeito. Não só dentro da família, mas em todos os locais. Mais que isso, dignidade, pois passam a ser observados e respeitados. Graças a educação que vem das famílias e se completa na escola, os idosos passam a ter reconhecimento.
Essa mentalidade é recente. Até algumas décadas, ser idoso era sinônimo de fim da vida. Piadas como “fazendo hora extra na terra”, “já passou da hora de se encontrar com São Pedro”, eram constantes. As leis que garantem os direitos dos idosos mudaram e o relacionamento entre jovens e idosos também.
Os próprios idosos mudaram, pois perceberam que podem reivindicar seus direitos. Hoje, supermercado, lotéricas e agências bancárias tem guichês exclusivos dos idosos. E se a preferência não for obedecida, é encrenca na certa.
Em qualquer meio de transporte – avião, ônibus ou trem – existem poltronas reservadas para os idosos. O mesmo se aplica a cinemas e estacionamentos. Tudo isso graças ao estatuto do idoso que garante o direito de quem trabalhou e principalmente pagou impostos a vida toda. Com o avanço na saúde, a expectativa de vida aumentou e os idosos passaram a viver mais.
O artigo 3º do Estatuto do Idoso prevê que, numa Delegacia de Polícia por exemplo, o delegado pode parar tudo e priorizar o atendimento ao idoso. Está previsto em lei. Quando os idosos descobrirem, vão exigir sua aplicação.
Adílson Rosa 

Ouvir, acolher, educar: nosso desafio gerontológico



Cada vez mais, nosso papel profissional irá equiparar-se ao do educador. Se eu tratar de você, é para hoje. Se eu ensinar algo a você, é para toda a vida. Ensinar, informar, orientar: familiares e cuidadores de idosos, que estejam em domicílios ou em instituições de longa permanência para idosos, tornou-se o ponto de partida, do cuidar gerontológico. Aliado a isso, um componente essencial para o sucesso no contexto da área da saúde, consiste em ouvir o idoso, sua família, sua história de vida.
A maneira como acolhemos os idosos, falamos com eles, os tocamos e ouvimos tem muito impacto sobre a saúde, ou até mais que os conhecimentos e habilidades adquiridos durante nosso treinamento profissional.
É preciso que tenhamos um olhar sensível em nossos atendimentos diários, independente da área de atuação. É reconhecer que faço parte de uma equipe multidisciplinar, que sou um profissional multidisciplinar! Para qual, faz-se necessário “viver esfericamente em várias direções.” Direções essas, que me faz querer e estar: Disposto, Determinado, Decidido para o cuidar gerontológico. É ver e ir além, do simples saber e aplicação da técnica.
O que saberemos da vida, enquanto não soubermos o que significa envelhecer? Envelhecer significa: com os anos entrar nos anos, para conhecer o tempo e caminhar com o tempo, estar no tempo e também contra o tempo. Envelhecer significa ir e passar, mudar sem perder a identidade, um pequeno pedaço de experiência projetado sempre de novo sobre um grande pedaço de esperança.
Claudia Soares dos Santos – fisioterapeuta e gerontóloga

Dicas de uma cuidadora de idosos com Alzheimer

Dicas de uma cuidadora de idosos com Alzheimer Dicas de uma cuidadora de idosos com Alzheimer




  • Já na fase mais avançada da doença, em que o paciente está totalmente dependente, ele não vai lembrar de beber água. Ofereça a ele durante todo a dia pequenas porções de água alternando com suco.
  • Se o idoso com Alzheimer estiver vendo televisão e achar que as pessoas da TV estão dentro da casa, explique com calma que não é assim, se ele insistir, desligue a mesma.
  • Delírio: “Cadê aquela criança que estava aqui?”, sendo que não havia nenhuma criança, você dirá que ela foi embora.
  • Para evitar que ele gripe com freqüência, ofereça a ele suco de acerola com abacaxi, rigorosamente todos os dias, alternando as vezes com outro sabor, mas tem que ser as duas frutas, isto se ele não tiver problemas de gastrite.
  • Se o paciente for agressivo, evite levá-lo a lugares movimentados. Ele pode agredir alguém e esta pessoa agredida não vai saber que o mesmo tem Alzheimer.
  • Se possível leve-o a uma praça, faça uma caminhada em um horário que não tenha muita gente no local.
  • Não deixem de levá-lo ao médico e principalmente ao dentista, não é por estar doente que ele não vai ter acesso ao dentista.
  • Se você tem o hábito de encerar a casa e tiver tapetes, é hora de retirar os tapetes e não encerar mais o lar para evitar tombos.
  • Se o idoso cair ao chão, cuidado ao levantá-lo, certifique-se que não houve nenhuma fratura.
  • No banheiro, coloque barra de apoio no box e perto do vaso sanitário, isso é o melhor para evitar acidentes.
  • Nunca deixem o idoso sozinho, esteja sempre com ele, um descuido seu pode ser perigoso.
  • Se vocês sabem, por exemplo, que ele sempre gostou de empada, leve para ele. O idoso com Alzheimer pode não se lembrar, mas você sim.
  • Conversem sempre com ele, conte se o dia está chuvoso ou ensolarado, mesmo se ele não te responde, poderá estar prestando atenção ao que você diz.
  • Não ofereçam a ele comidas que não gostava, anteriormente. Você não gostaria que fizesse isso com você.
Denise – http://afilhadoalzeimer.blogspot.com

Não é o dinheiro, estúpido


Não paute sua vida pelo dinheiro: seja fascinado pelo realizar e o dinheiro virá como consequência

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.

Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.

Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.

É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.

A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.

É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.

Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".

Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.

Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC

Cursos e Palestras ( RECICLAGEM )

Cursos e Palestras ( RECICLAGEM )
Informações e reservas