29 de nov de 2010

PROFISSÃO DJ

Profissão de DJ


Enquanto pessoas se divertem e dançam eles trabalham. Eles também são responsáveis pela animação de festas ou eventos, podem torná-la mais agitada ou calma. No ANTENADOS falamos sobre a profissão Disc Jockey, o famoso DJ... 

A palavra da língua inglesa já entrou até para o dicionário Aurélio. DJ, abreviatura de Disc Jockey, já tem definição na terra conhecida no mundo inteiro pelo ritmo do carnaval e pelos acordes da bossa nova.

O termo, senso comum e muito conhecido, define os artistas técnicos que misturam músicas diferentes para serem ouvidas e dançadas, usando suportes como vinil, CD ou arquivos digitais sonoros.

Os DJ´s surgiram na década de 50, como personagens ainda pouco conhecidos no mundo da música. Pouco conhecidos porque desafiavam tecnologias e sons. Em 1950, por exemplo, não haviam guitarras elétricas nem tão pouco aparelhos de mixagem. Fazer som eletrônico para quem quisesse se divertir era mais que desafio: era criação.

Nos anos 70, boom dos discos de vinil, os disc jockeys entraram de vez para o cenário noturno do primeiro mundo. E com a evolução da transformação do sons, eles se profissionalizaram e deixaram de ser apenas tocadores de vinil.

Com suportes tecnológicos exemplificados pelo aparecimento do CD player, dos primeiros MD´s, da possibilidade de conversão MP3 ou do aparecimento dos moduladores de voz, para citar apenas alguns, eles ampliaram o seu leque de oportunidade e de funções.
A profissão DJ é hoje conhecida e respeitada, e faz parte da programação de quase toda festa. Seja para servir de atração principal ou disputar os holofotes com algum som de banda ao vivo, eles marcam presença e são por muitas vezes, figuras conhecidas nas cidades que trabalham.



Muitos Dj´s são requisitados exatamente pelo reconhecimento do trabalho que fazem nas casas noturnas da cidade. Eles possuem portfólios prontos para serem apresentados para seus contratantes, cartões de visita e sites de divulgação. Desmancham a idéia de que ser DJ é só tocar em festas, para provar que há muito trabalho atrás de cada batida.

Há também a diferença no que diz respeito ao reconhecimento do público. No espaço de uma década, DJ virou uma profissão glamourosa, sinônimo de diversão, fama e dinheiro. A explosão da música eletrônica nos anos 90 deu maior destaque ao sujeito responsável que gira sons nos pickups.

Se antes a figura do DJ era disposta sobre a idéia de um rapaz que entrava pelas portas dos fundos e ficava em um canto do salão montado nos equipamentos, hoje é completamente diferente. Não há mais o "cara do som" e sim profissionais que trabalham sob o status de artista, sobre a luz dos holofotes e com lugar privilegiado na pista.

Esse affair com a badalação e os status chega a ser tão grande que os profissionais da cidade chegam a reclamar que "todo mundo está querendo se transformar em DJ". Segundo a classe, com as facilidades proporcionadas pelas novas tecnologias, muita gente comprou equipamentos e partiu para a concorrência

O QUE É UM DJ


Pensei sobre este artigo porque gostaria que as pessoas aqui em São Paulo e no Brasil despertem e percebam que um bom DJ não é formado por apenas boa técnica. Técnica, alias, é uma das qualidades menos importantes para um grande DJ. Assim, quem estiver interessado, prossiga.


O que exatamente um DJ faz? Ele destila ou purifica qualidade musical. Ele seleciona músicas ou gravações e através delas cria uma performance improvisada de acordo com o tempo, o lugar e as pessoas. Numa festa ou clube, o DJ não está apenas tocando uns discos, ele está criando uma atmosfera, gerando sentimentos e respondendo à reação das pessoas. Um DJ médio tem a capacidade de mexer no humor das pessoas dançando, um DJ excepcional é capaz de fazer uma pista inteira se apaixonar.

Mas como o DJ consegue fazer isso? Fácil: Ele conhece música mais do que qualquer um na pista de dança. Alguns DJs chegam a conhecer mais sobre um determinado estilo do que qualquer outra pessoa no mundo. Ou seja, em primeiro lugar um bom DJ é um colecionador de música, um colecionador totalmente viciado em discos. Alguns diriam que um DJ não passa de um bibliotecário, talvez com mais glamour.

O bom DJ também consegue atingir a pista com música nova e desconhecida (que não precisa ter sido produzida na semana passada, mas pode ser um disco obscuro, perdido durante os últimos 20 anos). Pois, qualquer um conseguiria fazer a pista dançar, tocando um hit ou uma música bastante conhecida, mas será que qualquer um consegue fazer o mesmo tocando uma música que a pista nunca tenha ouvido antes?

Os ótimos DJs se interessam em mostrar, ou melhor, em compartilhar música com as pessoas. Eles chegam a tornar-se pregadores, espalhando a palavra do que consideram boa música.

O pessoal tupiniquim costuma confundir a arte do DJ com qualidades técnicas como mixagens suaves e imperceptíveis, mudanças rápidas, mixar com 3 toca-discos… Acham que quanto mais o DJ parecer ocupado, trabalhando com as mãos, mais criativo ele é. Muitos DJs ganham fama fazendo isso. Uma espécie de show ou demonstração de qualidades técnicas. Entretanto, um ótimo DJ é capaz de balançar uma pista no mais primitivo dos equipamentos, apenas escolhendo uma seleção de faixas adequada, e com algum conhecimento do sistema de som e sua equalização. Na verdade, alguns dos maiores DJs que já existiram eram apenas razoáveis em suas mixagens, como as gravações de Ron Hardy, Larry Levan e tantos outros mostram. Um ótimo exemplo é David Mancuso, que com suas festas privadas em lofts de Nova York basicamente fundou a Disco (que por sua vez daria vida ao hip-hop, house, e praticamente todas vertentes dançantes de hoje em dia. Ele será assunto de artigos futuros neste blog). Mancuso simplesmente não mixa as faixas, ele deixa cada uma tocar do começo ao fim.

Ou seja, a arte do DJ não está apenas em mixagens precisas, está muito mais em encontrar músicas interessantes, fantásticas, e toca-las no momento certo. Ter sensibilidade e comunicação com seu público. Assim, um DJ nunca é melhor ou maior do que seus próprios ouvintes. Então, um DJ é um colecionador, um pregador musical, um técnico de som e alguém que tenta transmitir emoções através de uma seleção de discos.

24 de nov de 2010

Considerações sobre o que é o Humano e o que é Humanizar


O que é o humano? O humano é o efeito da combinação de três elementos: a materialidade do corpo, a imagem do corpo e a palavra que se inscreve no corpo.

O que diferencia o ser humano da natureza e dos animais é que seu corpo biológico é capturado desde o início numa rede de imagens e palavras, apresentadas primeiro pela mãe, depois pelos familiares e em seguida pelo social. É esse banho de imagem e de linguagem que vai moldando o desenvolvimento do corpo biológico, transformando-o num ser humano, com um estilo de funcionamento e modo de ser singulares.



O fato de sermos dotados de linguagem torna possível para nós a construção de redes de significados, que compartilhamos em maior ou menor medida com nossos semelhantes e que nos dão uma certa identidade cultural. Em função da dinâmica de combinação desses três elementos, somos capazes de transformar imagens em obras de arte, palavras em poesia e literatura e sons em fala e música, ignorância em saber e ciência. Somos capazes de produzir cultura e a partir dela, intervir e modificar a natureza. Por exemplo, transformando doença em saúde.



Entretanto, acontece que a palavra pode fracassar e onde a palavra fracassa somos capazes também das maiores barbaridades. A destrutividade faz parte do humano e a história testemunha a que ponto somos capazes de chegar. O homem se torna lobo do homem. Passamos a utilizar tudo quanto sabemos em nome de destruir aos humanos que consideramos diferentes de nós e por isso mesmo achamos que constituem uma ameaça a ser eliminada. Essa destrutividade pode se manifestar em muitos níveis e intensidades, indo desde um não olhar no rosto e dar bom dia, até o ato de violência mais cruel e mortífero.



Então, o que é humanizar? Entendido assim, humanizar é garantir à palavra a sua dignidade ética. Ou seja, o sofrimento humano, as percepções de dor ou de prazer no corpo, para serem humanizadas, precisam tanto que as palavras com que o sujeito as expressa sejam reconhecidas pelo outro, quanto esse sujeito precisa ouvir do outro palavras de seu reconhecimento. Pela linguagem fazemos as descobertas de meios pessoais de comunicação com o outro, sem o que nos desumanizamos reciprocamente.



Isto é, sem comunicação não há humanização. A humanização depende de nossa capacidade de falar e ouvir, pois as coisas do mundo só se tornam humanas quando passam pelo diálogo com nossos semelhantes.

O compromisso com a pessoa que sofre pode ter basicamente três, ou quatro, tipos de motivação. Pode resultar do sentimento de compaixão piedosa por quem sofre, ou da idéia de que assim contribuímos para o bem comum e para o bem-estar em geral. Pode resultar também da paixão pela investigação científica, que se funda sobre o ideal de uma pura “objetividade”, com a exclusão de tudo quanto lembre a subjetividade. Um quarto tipo de motivação de compromisso pode resultar da solidariedade genuína.



Cada uma dessas motivações tem conseqüências distintas no que diz respeito à humanização. É interessante se observar que no transcurso do século XIX as três estratégias de políticas de assistência à saúde que predominaram são aquelas fundadas na ética da compaixão piedosa, no utilitarismo clássico de Bentham e Stuart Mill e no discurso tecno-científico, sendo que existe uma complementaridade entre essas três estratégias.



Juntas, elas compõem as modernas estratégias de biopoder, que interferem em nossa existência na medida em que propõe uma nova utopia, a da saúde perfeita num corpo conceitual biônico Essas estratégias passam a assistir nossas necessidades mais elementares e íntimas, vigiando nossos movimentos, discutindo nossa sexualidade e vigiando nossos movimentos em nome de cuidar de nossa saúde. A saúde passa a ser valorizada como um bem acima de qualquer discussão, justificando assim formas coercitivas de controle social em nome da utilidade e da felicidade do maior número, da piedade compassiva pelos que sofrem e do condicionamento de comportamentos considerados mais saudáveis pelo saber médico científico higienista do momento. Tudo isso sem qualquer tipo de questionamento a respeito do que as pessoas envolvidas pensam e tem a dizer sobre o assunto. É preciso ressaltar aqui que a capacidade de cuidar, assistir e aliviar o sofrimento em saúde pública não implica necessariamente que a assistência seja uma intromissão coercitiva.



A utopia da saúde perfeita surge de forma clara na própria definição da saúde proposto pela OMS em 1948, como sendo o “estado de completo bem-estar físico, mental e social, não meramente a ausência de doença ou enfermidade.” Essa definição tem o mérito de ampliar o escopo de um modelo estritamente biomédico de saúde como presença/ausência da doença ou enfermidade enquanto desvio da normalidade causada por uma etiologia específica e única, tratada pela suposta neutralidade científica da ciência médica. O aspecto utópico está contido na idéia de um estado de completo bem-estar.



Sabemos, desde Mal-estar na Civilização , que um estado de completo bem-estar simplesmente não existe, a não ser na morte, como estado absoluto de ausência de tensão. Bem ao contrário do que a utopia da saúde perfeita propõe, a civilização moderna vem exigindo da humanidade cada vez mais renuncias às satisfações de seus impulsos e oferecendo cada vez menos referências simbólicas em nome das quais essas renuncias poderiam ser suportadas.



A lógica da compaixão piedosa , por sua vez, compõe um jogo perverso e desumanizante, difícil de se evidenciar, pois é uma prática muito arraigada em nossa sociedade ocidental, tendo como figura principal no século passado a dama de caridade, que tinha um estatuto de benfeitora divina em função de seus atos de ofertar esmola e filantropia. A dama de caridade vem sendo progressivamente substituída pela enfermagem, herdeira maior dessa lógica que muitas vezes ainda motiva suas ações no ambiente hospitalar.



O aspecto desumanizante da compaixão piedosa está no fato de que ela faz das diferenças o fundamento para relações dissimétricas que ela institui entre o benfeitor e o assistido. Essa lógica instaura um exercício de poder de coerção e submissão sob um discurso de humanismo desapaixonado e desinteressado, gerando, além da obediência e da dependência, uma sensação de dívida e gratidão eternas pela caridade recebida.



Caponi ressalta que no ato de compaixão existe uma sutil defesa de nós mesmos, no sentido de nos libertarmos de um sentimento de dor que é nosso, pois o contratempo sofrido pelo outro nos faz sentir impotência, caso não corramos em socorro da vítima, e o temor de que o infortúnio possa nos acontecer. Ou seja, no ato de compaixão não estamos sendo completamente generosos e desinteressados, pois estamos indo, na verdade e em primeiro lugar, em socorro de nós mesmos.



Outro aspecto é que existe na compaixão um fundo de vingança disfarçada, de sadismo mesmo, pois é preciso que o infortúnio e a desgraça existam e aconteçam com o outro para que nós possamos nos aliviar de nossa própria angústia ao mesmo tempo que supomos que nos engrandecemos moralmente com nossa caridade. É por isso que no sentimento de compaixão, segundo Nietzsche , a dor alheia é despojada do que ela tem de pessoal, de singular e irredutível, pois o compassivo julga o destino sem se preocupar em saber nada sobre as conseqüências e complicações interiores que o infortúnio tem para o outro. Ou seja, quando realizamos atos de caridade, agimos impulsionados pelo júbilo sádico provocado pelo espetáculo de uma situação, masoquista, oposta à nossa.



O problema da compaixão, quando se amplia e passa a fundamentar políticas de assistência, segundo Caponi , é que ela permanece alheia ao diálogo e exclui a argumentação, pretendendo superar uma necessidade, que muitas vezes é urgente, pela força do imediatismo.

Outra forma de motivação do compromisso com a pessoa que sofre é fornecida pelo utilitarismo, que faz da procura da maior felicidade para o maior número a medida para todas os atos. Ou seja, um ato é correto se produz as melhores conseqüências para o bem-estar humano. Acredita-se no utilitarismo que o prazer ou bem-estar de um sujeito pode ser medido e comparado com o de outro. Como na cultura do individualismo a felicidade coletiva só pode ser pensada como a soma das felicidades individuais, o problema passa a ser como fazer com que a procura da felicidade individual possa ser integrada nessa felicidade coletiva. A solução passou a ser criar instituições de controle capazes de controlar e regulamentar as condutas dos indivíduos e dentre estas instituições está o hospital, além dos reformatórios, presídios, asilos, etc.



Nesse sentido, as instituições de assistência pública de saúde se fundamentam faz dois séculos pelos critérios de bem-estar geral, urgência social e de felicidade e interesse comuns. E suas ações, campanhas e programas partem das certezas de que sempre atuam em nome e pelo bem daqueles a quem pretendem ajudar, sendo que supõe conhecer esse bem de um modo claro e distinto, sem necessidade de consultar antes aos “beneficiados”. Uma política de assistência fundamentada sobre esses pressupostos prescinde de argumentos, exclui a palavra e emudece qualquer diálogo.



Tanto a ética utilitarista, quanto a ética compassiva são, por si só, desumanizantes pelo fato de colocarem os princípios acima dos sujeitos envolvidos, banindo as decisões tomadas coletivamente com base no diálogo e argumentação, pois essas éticas consideram que os princípios religiosos ou de utilidade geral são os únicos que podem determinar de antemão o que dever ser levado em consideração e feito.



Uma terceira motivação de compromisso com a pessoa que sofre é trazida pelo discurso tecno-científico e a paixão que a suposição de objetividade e neutralidade da ciência desperta no homem moderno. O desenvolvimento científico e tecnológico tem trazido uma série de benefícios, sem dúvida, mas tem como efeito colateral uma inadvertida promoção da desumanização. O preço que pagamos pela suposta objetividade da ciência é a eliminação da condição humana da palavra, da palavra que não pode ser reduzida à mera informação de anamnese, por exemplo. Quando preenchemos uma ficha de histórico clínico, não estamos escutando a palavra daquela pessoa e sim apenas recolhendo a informação necessária para o ato técnico. Indispensável, sem dúvida. Mas o lado humano ficou de fora. O ato técnico, por definição, elimina a dignidade ética da palavra, pois esta é necessariamente pessoal, subjetiva, e precisa do reconhecimento na palavra do outro. A dimensão desumanizante da ciência e tecnologia se dá, portanto, na medida em que ficamos reduzidos a objetos de nossa própria técnica e objetos despersonalizados de uma investigação que se propõe fria e objetiva. Um hospital pode ser nota 10 tecnologicamente e mesmo assim ser desumano no atendimento, por terminar tratando às pessoas como se fossem simples objetos de sua intervenção técnica, sem serem ouvidas em suas angústias, temores e expectativas (informação considerada desnecessária e perda de um tempo precioso) ou sequer informadas sobre o que está sendo feito com elas (o saber técnico supõe saber qual é o bem de seu paciente independentemente de sua opinião).



Por outro lado, o problema em muitos locais é justamente a falta de condições técnicas, seja de capacitação, seja de materiais, e torna-se desumanizante pela má qualidade resultante no atendimento e sua baixa resolubilidade. Essa falta de condições técnicas e materiais também pode induzir à desumanização na medida em que profissionais e usuários se relacionem de forma desrespeitosa, impessoal e agressiva, piorando uma situação que já é precária. É importante lembrar, com o poeta, que mesmo em tempo ruim, agente ainda dá bom dia! Sempre podemos nos questionar diante de circunstâncias adversas a respeito do que podemos fazer mesmo assim para melhorar.



Uma quarta motivação para o compromisso com quem está em sofrimento é propiciada pela solidariedade. A solidariedade abre uma perspectiva de humanização, pois ela somente se realiza quando a dimensão ética da palavra está colocada. Nesse sentido, segundo Caponi , a solidariedade implica uma preocupação por universalizar a dignidade humana, que precisa da mediação das palavras faladas e trocadas no diálogo com o outro para poder generalizar-se. Como uma relação autêntica com o outro implica um mínimo de alteridade e aceitação da pluralidade humana como algo irredutível, o laço social humanizante somente se constrói pela mediação da palavra. É somente pela mediação da palavra trocada com o outro que podemos tornar inteligíveis nossos próprios pensamentos, anseios, temores e sofrimentos. Nossos sentimentos e sensibilidades só tomam forma e expressão na relação simbólica com o outro. Enfim, as coisas do mundo se tornam humanas quando as discutimos com nossos semelhantes.



Nesse sentido, humanizar a assistência hospitalar implica dar lugar tanto à palavra do usuário quanto à palavra dos profissionais da saúde, de forma que possam fazer parte de uma rede de diálogo, que pense e promova as ações, campanhas, programas e políticas assistenciais a partir da dignidade ética da palavra, do respeito, do reconhecimento mútuo e da solidariedade.

23 de nov de 2010

Nossos Desertos

Um dia, todo mundo tem que atravessar seus desertos.
Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo.
A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar.
É neste momento, que o ser humano descobre o que são fardos,
os fortes encontram a escada que os fará subir,
os fracos se perdem em lamentações,
saem buscando os culpados…
Ai está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele.
Os que resistem, os que persistem, racionam a água,
caminham um pouco mais, dão um passo além das forças.
Os que desanimam, bebem toda a água do cantil,
esperam pelo milagre que não virá,
pois todo milagre é fruto de uma ação positiva.
Se hoje você está atravessando o seu deserto,
seja ele o mais seco do mundo, não importa,
em algum canto dele, você encontrará um oásis.
Na nossa vida, oásis são os amigos que não nos abandonam,
são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo,
é a fé que todos nós temos e renova a esperança.
Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo!
Não desista de nada,
não desista de você!
A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar,
e depois de tudo, o sol vai brilhar por você.
A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos,
e a força que nos empurra para a vitória,
é o amor de Deus que nunca nos abandona

VIVER OU JUNTAR DINHEIRO?

Quando eu era jovem as pessoas me diziam para escutar os mais velhos que eram os mais sábios, agora, me dizem que tenho que escutar os jovens, porque eles são mais inteligentes.

Na semana passada, eu li na revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico, e eu aprendi muita coisa.

Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de ter tomado um cafezinho por dia nos últimos 40 anos, eu teria economizado R$30mil. Se eu tivesse deixado de ter comido uma pizza por mes, eu teria economizado R$12mil, e assim por diante.

Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas e descobri, para a minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário; bastava eu não ter tomado as caipirinhas que eu tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que eu comprei e principalmente não ter desperdiçado o meu dinheiro em itens supérfulos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$500mil na conta bancária, é claro que eu não tenho esse dinheiro, mas se tivesse, sabe o que esse dinheiro me permitiria fazer??? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfulos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos a vontade.

Por isso, acho que me sinto feliz em ser pobre: gastei meu dinheiro com prazer e por prazer.

E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz, caso contrário eles chegarao aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida..."

JAMAIS PERMITA

Jamais permita que algum homem te escravize,

você nasceu livre para amar e não para ser escrava.



Jamais permita que o teu coração sofra em nome do amor,

amar é um ato de felicidade, por que sofrer??



Jamais permita que teus olhos derramem lágrimas,

por alguém que nunca te fará sorrir!



Jamais permita que teu corpo seja usado,

saiba que o teu corpo é a moradia do espírito,

por que mantê-lo aprisionado?



Jamais permita ficar horas esperando por alguém

que nunca virá, mesmo tendo prometido...



Jamais permita que o teu nome seja pronunciado em vão

por um homem que nem sabe se tem nome...



Jamais permita que o teu tempo seja desperdiçado

por alguém que nunca terá tempo para você...



Jamais permita ouvir gritos em teus ouvidos,

o amor é o único que pode falar mais alto!!



Jamais permita que paixões desenfreadas tirem você

de um mundo real para um outro que nunca existiu!



Jamais permita que os outros sonhos se misturem aos seus

fazendo-os virar um grande pesadelo!!



Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente...



Jamais permita emprestar teu útero para gerar um filho que nunca terá pai...



Jamais permita viver na dependência de um homem

fazendo crer que você nasceu inválida...



Jamais permita que você fique linda e maravilhosa para

esperar um homem que não tenha olhos para te admirar!



Jamais permita que teus pés caminhem em direção

de um homem que vive fugindo de você!



Jamais permita que a dor, que a tristeza, que a solidão, que o ódio,

que o ressentimento, que o ciúme, que o remorso e tudo que possa

tirar o brilho dos teus olhos fazendo enfraquecer a força que existe dentro de você!!



Jamais permita que você mesma perca a dignidade de ser MULHER!!!



Nelson Araújo

MUDANÇA




Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.

Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.

A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.

Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não

vale a pena!



***Texto de Clarice Lispector

Como posso ser feliz se não mudo minha atitude?

"Nutre a natureza do teu espírito para que te proteja na desgraça inesperada, porém não te angusties com fantasias".

Não me canso de falar sobre felicidade, pois acredito que nosso dever como ser humano é buscá-la incessantemente, sem descanso. Certamente a felicidade faz parte dos planos de todos nós desde o momento que nascemos.
Enquanto crianças ou adolescentes acreditamos que ela é um direito apenas de alguns poucos indivíduos, mas quando nos tornamos maduros, adultos, devemos entender que a felicidade pode ser construída diariamente, conscientemente, que faz parte da escolha de um caminho de vida. Não é fantástica a idéia da felicidade como algo que pertence a todos e cabe a nós construí-la?
A possibilidade da construção da felicidade como meta de vida, deve partir de uma vontade quase cega e deve ser vista como um propósito consciente e único na vida. Precisamos ter claro que quando fazemos essa opção não podemos nos dispersar com coisas pequenas, questões sem peso real.
Você já parou para pensar quanto tempo perdemos e o quanto nos desgastamos com questões passageiras? Permitimos que problemas efêmeros contaminem nosso dia a dia sem nos darmos conta que o tempo que temos neste planeta é muito pequeno e passa depressa demais. Brigamos neuroticamente com tudo e todos, sem perceber que estamos em briga com nós mesmos!
Você não percebe que cada minuto de sua vida é precioso, cada minuto que deixa passar já faz parte do passado? Acabou, não volta nunca mais, você perdeu...ou ganhou se tiver consciência do quanto a vida é efêmera e do quanto alguns problemas só existem em nossas mentes doentias.
Podemos transformar nosso dia num inferno, mas se escolhermos a construção da felicidade, devemos estar atentos para as pequenas e boas coisas que na maioria das vezes passam despercebidas por nós.
Você já parou para pensar que não temos nenhuma garantia na vida, com relação a nada? Que a segurança que buscamos é pura ilusão, que precisamos aprender a viver no momento presente com intensidade e esperança? Nossa vida pode acabar de um momento para outro e aí? O que fizemos dela?
Pare e reflita sobre o significado que cada coisa tem para você. Cada pessoa que está ao seu lado, o seu chefe, o seu vizinho, seus filhos, esposa ou marido, o que você tem feito para fazê-los felizes? Você já percebeu que um sorriso pode mudar uma relação?
Uma reação diferente da que você costuma ter, algo que surpreenda quem está ao seu lado, uma palavra, um abraço, um olhar carregado de ternura pode transformar toda dinâmica de um dia inteiro.
Reaja de maneira diferente da costumeira, surpreenda e veja o resultado. Mude, escolha vibrar em uma sintonia mais elevada. Não tenha medo de sorrir, de amar e dizer que ama, de precisar e dizer que precisa, seja acolhedor, abra seu coração e deixe a vida entrar.
Mesmo que esteja doente, não se coloque na posição de doente, lute para que apesar de tudo você possa ser feliz, pois a felicidade não é algo de grande intensidade, é algo simples, um estado de tranqüilidade. Esqueça todas as definições que aprendeu sobre ela, nenhuma delas fez você se sentir mais feliz. A felicidade não cai do céu, não é só para alguns. Não precisamos ter tudo para sermos felizes, não podemos continuar buscando a felicidade fora de nós.
Perdeu seu amor e está infeliz? É passageiro, garanto a você! Tudo passa! Não se feche para a vida quando ela nega algo a você, deixe o novo entrar, pois se a vida nos tira, ela mesma nos dá de volta algo maior e melhor.
Não se desespere com questões passageiras. Ame! Ame seu marido, seu filho, seu pai, sua mãe, ame apesar de tudo. Escolha amar, pois o amor está dentro de você. Não pense que perdeu seu amor, ninguém nos tira aquilo que nos pertence! O amor está dentro de você, é seu, a pessoa amada é só um catalisador desse amor. Se você escolher amar e, portanto, não fechar seu coração à vida, ela dará a você uma nova pessoa para depositar esse amor que continua dentro de você.
Mas se você se colocar na posição de vítima, se fechará e o amor que está aí, em seu coração, ficará aprisionado sem ninguém para recebê-lo. Não estou com isso minimizando a dor que sentimos quando perdemos alguém que amamos, de forma nenhuma, mas procure não se fechar, pois quando você se fecha a pulsação da vida se esconde e com ela, a felicidade.
Quando escolhemos mudar em direção às coisas positivas da vida, aos sentimentos que nos fazem vibrar, tudo muda ao nosso redor. Nossa vida se transforma em outra vida, as pessoas que não agüentam esse nível de vibração se afastarão de nós e atrairemos pessoas bem mais interessantes do que aquelas que tivemos ao nosso lado até então. Pare para refletir e se pergunte:
- Por que será que é tão difícil me preservar dos problemas e da infelicidade que eles me trazem?
- Por que estou sempre fazendo escolhas que me fazem infeliz?
- Por que sempre encontro pessoas que me remetem aos mesmos sentimentos negativos?
- Por que é tão difícil me sentir feliz?
- Qual a freqüência energética de minha vibração?
 - Quanto tenho amado?
Comece devagar. Primeiro investigue dentro de você os sentimentos de auto-estima, vaidade pessoal, arrogância, ganância, agressividade, desprezo, e outros tantos que todos nós trazemos dentro de nossos corações machucados. Escreva em um papel e avalie cada.
Depois, comece o trabalho de mudança de cada um deles. No começo será muito difícil, mas com o tempo, tudo caminhará com mais facilidade. Fique atento às pequenas reações e faça diferente.
Seja mais tolerante àquelas perguntas que irritam, àquele barulho em hora indevida, àquela atitude que se repete, seja mais amigo, explique ao invés de gritar, sorria com amor ao invés de ironizar. Mude sua atitude. Sem atitude nada muda e sem mudança, não conseguiremos alcançar nossa meta, a felicidade.



TREM DA VIDA

Uma comparação extremamente interessante,quando bem interpretada.



Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.



Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco:



Nossos pais.



Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível....



Mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes, e que virão a ser super especiais para nós, embarquem.



Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.



Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio, outros encontrarão nessa viagem somente tristezas, ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.



Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.



Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos.



Portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles.



O que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles....



Só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar.



Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...



Mas, jamais, retornos.



Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros.



Procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor.



Lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso.



Porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.



O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.



Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades....



Acredito que sim,



Me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido.



Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste.



Mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram.....



E o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.



Amigos Sorridentes, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila,



Que tenha valido à pena.



E que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem.



Autora: Silvana Duboc



Papai um dia eu terei que descer deste trem e te encontrarei

Espero que você fique feliz...

Pois verá que teu filho seguiu teu exemplo.

Hoje sou uma pessoa melhor, porque você me ensinou amar, ser honesto, humilde...

Ensinou a respeitar os mais velhos, os mais fracos e ajudar as pessoas...

E também porque encontrei em uma estação uma mulher maravilhosa.

Que sabe amar também...

Que sabe ser Mãe...

E cuida de meus filhos com amor, carinho, compreensão...

Uma verdadeira Mãe...

Obrigado ao maquinista que me avisou...

Olhe para fora...

Veja a beleza deste mundo...

Seja feliz...

Obrigado ao Grande Arquiteto do Universo por permitir

que eu ainda esteja neste trem O Trem da Vida...

LIMITES

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E com o esforço de abolir os abusos do passado somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história.O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca. Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito. À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal.Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. Mas, na medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que poucos os respeitem. E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, os patrocinem no que necessitarem para tal fim. Quer dizer: os papéis se inverteram, e agora são os pais quem tem que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado.Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para ser os melhores amigos e "tudo dar" (...?) a seus filhos. Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles. Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca. Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, os carregando e rendidos à sua vontade. É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito."

19 de nov de 2010








A prevenção é a única arma contra a doença.




A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.





A dengue pode ser transmitida por duas espécies de mosquitos (Aëdes aegypti e Aëdes albopictus), que picam durante o dia e a noite, ao contrário do mosquito comum, que pica durante a noite. Os transmissores de dengue, principalmente oAëdes aegypti, proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos, hotéis), em recipientes onde se acumula água limpa (vasos de plantas, pneus velhos, cisternas etc.).

O Aedes aegypti

O Mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas.

Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem também durante a noite.

O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça.


Modo de transmissão

A fêmea pica a pessoa infectada, mantém o vírus na saliva e o retransmite.

A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem. Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto fêmea, transcorre na fêmea um período de incubação. Após esse período, o mosquito torna-se apto a transmitir o vírus e assim permanece durante toda a vida. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.


O mosquito Aedes aegypti também pode transmitir a febre amarela.

Período de incubação

Varia de 3 a 15 dias, mas tem como média de cinco a seis dias.



O Ciclo do Mosquito


O ciclo do Aedes aegypti é composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas se desenvolvem em água parada, limpa ou suja. Na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão da doença.

O seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicia a incubação. Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto.

O único modo possível de evitar a transmissão da dengue é a eliminação do mosquito transmissor.

A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença.

Histórico




A palavra dengue tem origem espanhola e quer dizer "melindre", "manha". O nome faz referência ao estado de moleza e prostração em que fica a pessoa contaminada pelo arbovírus (abreviatura do inglês de arthropod-bornvirus, vírus oriundo dos artrópodos). A transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti, uma espécie hematófaga originária da África que chegou ao continente americano na época da colonização.



A dengue foi vista pela primeira vez no mundo no final do século XVIII, no Sudoeste Asiático, em Java, e nos Estados Unidos, na Filadélfia. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) só a reconheceu como doença neste século.



O primeiro caso de febre hemorrágica da dengue que se tem notícia apareceu na década de 50, nas Filipinas e Tailândia. Após a década de 60, a presença do vírus intensificou-se nas Américas. Pesquisadores identificaram vários sorotipos da doença, que foram numerados de 1 a 4, dependendo do grau de letalidade do vírus.



O sorotipo 1, o mais leve, apareceu pela primeira vez em 1977, inicialmente na Jamaica, mas foi a partir de 1980 que foram notificadas epidemias em vários países. O sorotipo 2, encontrado em Cuba, foi o responsável pelo primeiro surto de febre hemorrágica ocorrido fora do Sudoeste Asiático e Pacífico Ocidental. O segundo surto ocorreu na Venezuela, em 1989.



No Brasil, há referências de epidemias desde 1916, em São Paulo, e em 1923, em Niterói, no Rio de Janeiro, sem comprovação laboratorial. A primeira epidemia, documentada clínica e laboratorialmente, ocorreu entre os anos de 1981 e 1982, em Boa Vista, Roraima, causada pelos sorotipos 1 e 4, considerado o mais perigoso. A partir de 1986, ocorreram epidemias, atingindo o Rio de Janeiro e algumas capitais da região Nordeste.



Desde então, a dengue vem ocorrendo no Brasil de forma continuada, intercalando-se com a ocorrência de epidemias, geralmente associadas com a introdução de novos sorotipos em áreas anteriormente ilesas. Na epidemia de 1986, identificou-se a ocorrência da circulação do sorotipo 1, inicialmente no estado do Rio de Janeiro, disseminando-se, a seguir, para outros seis estados até 1990. Nesse mesmo ano, foi identificada a circulação do sorotipo 2, também no estado do Rio de Janeiro

17 de nov de 2010

IV Encontro Paulista de Hip-Hop no Memorial da América Latina


IV Encontro Paulista de Hip Hop


Sábado, dia 27 de novembro, a partir das 11h, o Memorial da América Latina promoverá a quarta edição do “Encontro Paulista de Hip-Hop”, com a temática “Do Gueto pros Mundos”. A entrada é Catraca Livre. O encontro reunirá palestras, exibições de Low Riders e Low Bikers, bate-papo, workshops, batalha de break, oficinas de graffiti e exposições. Acontecerá também encontro entre repentistas, Mc’s e partideiros, que trocarão experiências sobre a improvisação. Os convidados desta edição serão Mv Bill, Erica Peçanha, Dj Kl Jay, Fabiana Cozza, Dj Lico Fernandes, Rincón Sapiência, Tikka, OPNI, Elizandra Souza, Akins Kinte, Raquel Almeida, Dj Erick Jay e outros. O objetivo do encontro é ampliar as discussões e fomentar políticas públicas voltadas para o segmento, valorizando e contemplando a cultura Hip Hop, em todos os seus elementos.


11 de nov de 2010

PODEMOS NOS MANTER EM CONEXÃO COM O POSITIVO SEMPRE,SÓ SE FAZ NECESSÁRIO ESTAR EM ALERTA E PRESENTE. ASSIM IDENTIFICANDO EM CADA PENSAMENTO,SENTIMENTO E EMOÇÃO O CONDICIONAMENTO NEGATIVO DO QUAL SOMOS SUBJUGADOS,CONSEGUIMOS MUDAR O FOCO E SEMPRE MAIS ALIMENTAR OS ASPÉCTOS POSITIVOS ATÉ ATINGIRMOS A EQUANIMIDADE,ONDE TUDO É O QUE É,SEM JULGAMENTO DE VALOR

2ª Ediçao do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura

Além de distribuir combustíveis para todo o Brasil, a Petrobras sabe como é importante distribuir cultura.

É por isso que está lançando a Seleção Pública para 2ª edição do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, que vai disponibilizar 12 milhões de reais para patrocinar a circulação nacional de peças teatrais durante o biênio 2011/2012.
Se você produziu uma peça de teatro infanto-juvenil ou adulta, que já teve pelo menos 10 apresentações entre 01/01/2007 e 30/10/2010, inscreva seu projeto. Juntos vamos levar teatro de qualidade, com custo popular, para todas as regiões do pais. 
Inscrições de 11/11 a 20/12/2010 em www.br.com.br/cultura






NOSSOS DESERTOS

Um dia, todo mundo tem que atravessar seus desertos.
Momentos onde a solidão se faz tao presente que parece ter um corpo.
A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar.

É neste momento, que o ser humano descobre o que são fardos,
os fortes encontram a escada que os fará subir,
os fracos se perdem em lamentações,
saem buscando os culpados...

Ai está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele.
Os que resistem, os que persistem, racionam a água,
caminham um pouco mais, dão um passo além das força.
Os que desanimam, bebem toda a água do cantil,
esperam pelo milagre que não virá,
pois todo milagre é fruto de uma ação positiva.

Se hoje você está atravessando o seu deserto,
seja ele o mais seco do mundo, não importa,
em algum canto dele, você encontrará um oásis.
Na nossa vida, oásis são os amigos que não nos abandonam,
são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo,
é a fé que todos nós temos e renova a esperança.

Mantenha a racionalidade e uma certeza:
Você vai atravessá-lo !
Não desista de nada,
Não desista de você!
A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar,
e depois de tudo, o sol vai brilhar por você.
A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos,
e a força que nos empurra para a vitória,
é o amor de Deus que nunca nos abondona.

Não é o dinheiro, estúpido


Não paute sua vida pelo dinheiro: seja fascinado pelo realizar e o dinheiro virá como consequência

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.

Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.

Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.

É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.

A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.

É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.

Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".

Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.

Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC

Cursos e Palestras ( RECICLAGEM )

Cursos e Palestras ( RECICLAGEM )
Informações e reservas