10 de ago de 2011

Dicas de uma cuidadora de idosos com Alzheimer

Dicas de uma cuidadora de idosos com Alzheimer Dicas de uma cuidadora de idosos com Alzheimer




  • Já na fase mais avançada da doença, em que o paciente está totalmente dependente, ele não vai lembrar de beber água. Ofereça a ele durante todo a dia pequenas porções de água alternando com suco.
  • Se o idoso com Alzheimer estiver vendo televisão e achar que as pessoas da TV estão dentro da casa, explique com calma que não é assim, se ele insistir, desligue a mesma.
  • Delírio: “Cadê aquela criança que estava aqui?”, sendo que não havia nenhuma criança, você dirá que ela foi embora.
  • Para evitar que ele gripe com freqüência, ofereça a ele suco de acerola com abacaxi, rigorosamente todos os dias, alternando as vezes com outro sabor, mas tem que ser as duas frutas, isto se ele não tiver problemas de gastrite.
  • Se o paciente for agressivo, evite levá-lo a lugares movimentados. Ele pode agredir alguém e esta pessoa agredida não vai saber que o mesmo tem Alzheimer.
  • Se possível leve-o a uma praça, faça uma caminhada em um horário que não tenha muita gente no local.
  • Não deixem de levá-lo ao médico e principalmente ao dentista, não é por estar doente que ele não vai ter acesso ao dentista.
  • Se você tem o hábito de encerar a casa e tiver tapetes, é hora de retirar os tapetes e não encerar mais o lar para evitar tombos.
  • Se o idoso cair ao chão, cuidado ao levantá-lo, certifique-se que não houve nenhuma fratura.
  • No banheiro, coloque barra de apoio no box e perto do vaso sanitário, isso é o melhor para evitar acidentes.
  • Nunca deixem o idoso sozinho, esteja sempre com ele, um descuido seu pode ser perigoso.
  • Se vocês sabem, por exemplo, que ele sempre gostou de empada, leve para ele. O idoso com Alzheimer pode não se lembrar, mas você sim.
  • Conversem sempre com ele, conte se o dia está chuvoso ou ensolarado, mesmo se ele não te responde, poderá estar prestando atenção ao que você diz.
  • Não ofereçam a ele comidas que não gostava, anteriormente. Você não gostaria que fizesse isso com você.
Denise – http://afilhadoalzeimer.blogspot.com

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Não é o dinheiro, estúpido


Não paute sua vida pelo dinheiro: seja fascinado pelo realizar e o dinheiro virá como consequência

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.

Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.

Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.

É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.

A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.

É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.

Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".

Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.

Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC

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