20 de mai de 2010

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Ao analisar algumas Mandalas Artesanais, é possível verificar a presença de muitos símbolos conhecidos e que juntos criam uma vibração própria, mas que, individualmente estão inseridos em uma simboligia universal.

A seguir, a simbolgia esotérica de algumas formas muito utilizadas:

Círculo
Arquétipo da totalidade e da eternidade. Representa a perfeição divina e perpetuidade de Deus. O círculo ou disco é emblema de tipo solar. Junto à roda e à esfera, simboliza também o dinamismo psíquico, o mundo manifestado, a unidade interna da matéria, tudo que é preciso e regular; a harmonia universal. Simples: o infinito, o universo, a totalidade; com ponto no cento: a primeira manifestação do princípio criativo divino; dividido (por uma reta horizontal): a primeira divisão do Princípio Divino em duas polaridades opostas e complementares (masculina e feminina); com cruz no interior: o momento da criação, quando o princípio masculino impregna o feminino; com triângulo no interior: o princípio espiritual ou ternário dentro da totalidade; com quadrado no interior: o princípio material ou quaternário dentro da totalidade.


Coração
Um dos mais importantes e universais símbolos esotéricos. Verdadeira sede da inteligência, já que a ele corresponde o cálido e luminoso Sol (ao cérebro corresponde a luz fria e refletida da Lua). Por outro lado, a importância do amor, na mística, reside no fato de que ele se expressa por meio do coração. Amar é acionar a força de um centro (o coração), o qual estimula e impulsiona os outros centros. Dessa forma, o coração é o símbolo magno do amor, iluminação espiritual e felicidade.
Cruz
Em todas as culturas, seu significado arquetípico é o da união dos opostos: o eixo vertical (masculino) e o eixo horizontal (feminino). No cristianismo, é o emblema máximo. Para a teosofia, traz a idéia do homem regenerado, aquele que conseguiu integrar harmoniosamente suas duas partes e que, “crucificado” como mortal, renasce como imortal. Na simbologia rosa-cruz, evoca os quaro reinos da natureza. Como símbolo da “Árvore da Vida”, representa o “eixo do mundo”: a ponte ou escada através da qual a alma pode chegar a Deus.



Espiral
Um dos mais importantes símbolos universais, a espiral representa o arquétipo do cosmos, e simboliza o processo evolutivo do universo. No sistema hieroglífico egípcio, a espiral denota as formas cósmicas em movimento, ou a relação entre a unidade e a multiplicidade, entre o centro e o círculo.






Pentagrama

imagem extraída do site Teoria da Conspiração
Símbolo de Vênus, rege o feminino. (Observando o céu e anotando a posição da “Estrela Matutina” durante 8 anos, o traçado do chamado “período sinódico” de Vênus forma um Pentagrama [período sinódico é o tempo que um planeta leva para retornar a uma mesma posição em relação ao sol por um observador na Terra – observe o desenho ao lado]).

Também é símbolo do microcosmo, revelando a sua analogia e identidade com o universo ou macrocosmo. Suas cinco pontas representam: a superior, a cabeça, as laterais, os dois braços; as inferiores, as duas pernas. Esta é uma postura que procura refletir, em termos de estado de consciência, um equilíbrio ativo e a capacidade de compreensão que deve possuir cada homem para transformar a si mesmo num centro irradiante de vida “como uma estrela no firmamento”. Esta figura geométrica pentagonal representa também um cânone estético arquetipal denominado “divina proporção”. Como fonte de luz e inspiração celestial, a estrela de cinco pontas é considerada, esotericamente, emblema do princípio inspirador do bem, do verdadeiro e do belo, tanto no mundo como no homem.


Flor
Em muitas escolas esotéricas a flor simboliza a fugacidade das coisas, a beleza e a primavera. No Oriente, pela sua forma mais comum, a flor representa também os “centros energéticos espirituais”, os chacras. O conceito da “flor de ouro”, na mística chinesa, é um símbolo transcendental taoísta que alude à vitória espiritual.

Labirinto
O centro do labirinto representa a consciência superior, a realidade absoluta, a imortalidade, a divindade; os caminhos tortuosos que vedam quase completamente o seu acesso simbolizam as provas e dificuldades pelas quais deve passar todo aquele que pretende chegar até o “centro de si mesmo”, ou seja, a consciência superior. O simbolismo do labirinto está ligado ao simbolismo da espiral. Nesse sentido, o centro, ou ponto inicial interno da espiral, representa o princípio único, imóvel. As curvas da espiral simbolizam o universo manifestado em constante movimento.

Hexagrama




Símbolo universal do espírito. Esotericamente, a aparição de uma estrela simboliza o aparecimento de uma possibilidade de realização espiritual.

Números
O número de ordem pelo qual o mundo existe. O número implica forma, som e vibração, e subjaz na raiz do universo manifestado. Junto com as proporções harmônicas, dirige as primeiras diferenciações da substância homogênea em elementos heterogêneos e põe limite à mão formativa da natureza. Os números representam “idéias-forças”, cada um com forma, sentido, individualidade e caráter próprios, e a numerologia (ciência dos números) contém a chave de todo o sistema esotérico. Esta chave é aplicável a todo o universo, tanto às hierarquias criadoras como ao homem e ao mundo.
O significado simbólico dos números está ligado à seqüência numérica:
Zero – a eternidade, o “não ser”; oposto e reflexo da unidade, representa tudo que existe em estado latente e potencial.
Um – o princípio ativo, o Sol ou a primeira manifestação da energia criadora. Representa também a unidade espiritual.
Dois – o pólo feminino (a Divina Mãe) em contraste com o número um (o Divino Pai).
Três – a síntese espiritual, representando a tríade divina no processo de sua manifestação.
Quatro – símbolo da terra, da situação humana, dos quatro elementos da natureza, das quatro estações do ano e dos quatro pontos cardeais.
Cinco – o número do homem, o quinto elemento agindo sobre os quatro elementos da matéria.
Seis – o equilíbrio, a união do espírito e da matéria; a união dos triângulos positivo e negativo, formando a estrela de seis pontas.
Sete – o número da ordem perfeita, resultado da união do ternário (espiritual) e do quaternário (material).
Oito – símbolo do Logos ou do poder criativo universal e do equilíbrio dinâmico entre as duas forças opostas (masculina e feminina).
Nove – o número simbólico da humanidade e o número-raiz do presente estado de evolução humana.
Dez – o retorno à unidade e, ao mesmo tempo, a união final e o recomeço. É a totalidade do universo.
Onze – símbolo da transição, de excesso e de perigo.
Doze – símbolo da ordem cósmica e da salvação.
Treze – morte e renascimento, mudança e retomada após o final.
Om


Sílaba sânscrita, hinduísta, de invocação, afirmação e bênção solene. É composta de três letras: a-u-m, que simbolizam os três vedas principais e os três níveis de consciência, de acordo com a concepção hindu. É também símbolo monossilábico da Trimurti (a tríade hinduísta, composta de Brahma, Shiva e Vishnu). O om é considerado o mais importante de todos os mantras (palavras ou sons que contêm
poder mágico ou espiritual), e seu valor está contido tanto na própria idéia que representa como no seu poder fonético ou vibracional.
Ouroboros

Importantíssimo símbolo esotérico, cuja origem se perde no tempo, e que é representado por uma serpente que morde a própria cauda, significando que “todo começo contém em si o fim, e todo fim contém em si o começo”. No seu sentido mais geral, o ouroboros é símbolo do tempo e da continuidade da vida. Pela sua forma circular, representa também o movimento perpétuo e de trajetória circular ou curva que caracteriza toda manifestação no universo. É emblema ainda do caráter cíclico de toda manifestação.

Pirâmide
O estudioso Cirlot informa que existe uma aparente contradição no simbolismo da pirâmide. Em primeiro lugar, nas culturas megalíticas e no primitivo folclore europeu, a pirâmide simboliza a terra em seu aspecto maternal. As próprias modernas árvores de Natal, herdeiras de uma antiqüíssima tradição, expressam, com sua forma piramidal, a dupla idéia de morte e imortalidade (ambas associadas ao conceito da Grande Mãe, a Terra). Por outro lado, a pirâmide de pedra, arquitetada com uma regular exata forma geométrica, corresponde ao elemento fogo, masculino, em todas as culturas antigas do Oriente. A interpretação mais completa a respeito do simbolismo da pirâmide foi dada por um outro estudioso, Marc Saunier. Ele sugeriu que a pirâmide é uma síntese de diferentes formas, cada uma delas com uma significação própria. A base da pirâmide é quadrada e representa a Terra (os quatro elementos da natureza). O ápice é “o ponto final” e o “ponto inicial” de todas as coisas, o “centro místico”, a divindade. Estabelecendo a ligação entre a base e o ápice, estão as faces triangulares da pirâmide, simbolizando o fogo como revelação divina e como princípio da criação. Conseqüentemente, a pirâmide é interpretada como um símbolo que expressa a totalidade do trabalho em seus três aspectos essenciais.

Quadrado
Símbolo da matéria e da passividade. Seus lados representam os elementos da natureza (água, fogo, terra e ar) ou os quatro pilares da sabedoria humana (ciência, religião, filosofia e arte).



Roda




Símbolo universal, complexo, e de origem tão antiga quanto o próprio homem. Seu sentido mais arquetipal está relacionado com os fenômenos das forças cósmicas em movimento. O símbolo taoísta chinês do Yin-Yang está relacionado com o significado da roda e a doutrina do Tao exprime que “o sábio perfeito é aquele que alcançou o ponto central da roda e permanece assim unido ao centro invariável”.



Roda da Vida





Um dos mais freqüentes símbolos do budismo tibetano, onde é usado em pinturas e em diagramas desenhados ou gravados. Representa a série de nascimentos, mortes e renascimentos do homem, mostrando, no círculo exterior, as fases da vida humana, causas do renascimento (lei do carma).

Rosa
Possivelmente a mais importante das flores simbólicas para o homem ocidental. Exprime o desenvolvimento do espírito, e está identificada com todas as expressões que denotam tal significado. A rosa está associada à idéia de regeneração, fecundidade e pureza.

Selo de Salomão
Duplo triângulo eqüilátero entrelaçado, ou então a estrela de seis pontas. Este símbolo é freqüentemente representado com um triângulo de cor branca e outro de cor negra.
Trata-se de um diagrama de profunda significação oculta, simbolizando, entre outras coisas, a união do espírito com a matéria.

Sol




Ponto focal de nosso sistema planetário, o Sol é símbolo material-espiritual por excelência da divindade. Sua luz pode ser considerada como a manifestação visível do Deus criador, sustentador e conservador de todas as formas de vida. O Sol é também emblema do Ser Real Interno de cada homem, da vitalidade, da vontade e dos sentimentos nobres como a lealdade.

Traço
Um dos símbolos gráficos básicos. Vertical: o princípio ativo (masculino) ou dinâmico; horizontal: o princípio passivo (feminino) ou estático.



Triângulo




Esta figura geométrica tem importante valor simbólico em muitas religiões e escolas esotéricas, representando a Trindade divina: a harmonia, a perfeição e a sabedoria. Eqüilátero: as tríades divinas ou o perfeito equilíbrio entre os três aspectos da Divindade; isósceles positivo (ápice para cima): o ternário evolutivo ou anseio do espírito em se libertar da matéria; isósceles negativo (ápice para baixo): o ternário involutivo ou o princípio espiritual que penetra e vivifica a matéria.



Yin-Yang





Símbolo chinês da distribuição dual das forças universais, compreendendo o princípio ativo ou masculino (Yang) e o feminino ou passivo (Yin). Este símbolo tem a forma de um círculo dividido por uma linha sigmóide, e as duas partes assim formadas possuem, quando observadas, uma tendência dinâmica, o que não seria possível se o círculo fosse dividido por uma linha reta (diâmetro). Na representação gráfica desse símbolo, a metade clara representa o Yang, e a escura, o Yin. Contudo, a primeira apresenta em seu interior um ponto negro, e a segunda, um ponto branco, significando que ambas possuem, em si mesmas, o germe do princípio contrário

M A N D A L A S


Atualmente, bem-estar e qualidade de vida são objetos de grande desejo de todo ser humano. E quanto mais “natural” o processo de aquisição dessa estrutura, melhor. Uma das maneiras de alcançar essa paz interior é por meio das mandalas.

A mandala nada mais é do que um campo de força, no qual as formas, a estrutura numérica e as cores possuem poderes vibracionais atuantes. “Quando fazemos contato visual com uma mandala, nossa energia se altera e essa modificação é sempre muito positiva”, explica Celina Fioravanti no livro “Mandalas – Como usar a energia dos desenhos sagrados”.

Todas as mandalas possuem os seguintes elementos: a forma circular; o ponto central; e a repetição ou simetria das formas que constituem o desenho. De acordo com Celina, cada parte da mandala possui um simbolismo:

-O espaço interior, onde são desenvolvidas as formas, é sagrado, enquanto aquilo que está fora desse espaço é profano;

-O ponto central representa uma existência superior, a fonte de toda a criação;

-O desenho da mandala tem quase sempre uma estrutura geométrica que divide o espaço em porções simétricas. A emanação das figuras geométricas e do número de divisões do espaço determinam a chamada “vibração da mandala”; e

-O simbolismo das cores e seu poder vibratório.

Os números na mandala

A base da mandala é definida pela divisão do espaço circular. Por exemplo, se há apenas um elemento principal dentro do espaço circular, essa mandala tem base um.

-Base um: simboliza o princípio; são fortes e estão diretamente ligadas ao conceito de Deus;

-Base dois: representa a dualidade, as polaridades opostas da energia, que se unem para gerar uma terceira força;

-Base três: representa realizações no plano da matéria a partir de motivações espirituais;

-Base quatro: está ligada ao poder e à ação objetiva;

-Base cinco: está relacionada com a leveza, a fluidez, a alegria e a alquimia; é base para as mandalas com base dez e 15;

-Base seis: é formada pela multiplicação do dois e do três, dos quais absorve um pouco os simbolismos; uma mandala com base seis quase sempre contém também o número 12;

-Base sete: extrai suas vibrações da soma dos conceitos simbólicos dos números três e quatro, que unem a elevação com a materialidade; dobro de sete, a base 14 está ligada à alquimia e à magia;

-Base oito: a sua influência é exercida no plano material com muita força; a base 16, dobro de oito, gera o número espiritual mais poderoso; e

-Base nove: essa base acalma, ajuda a estudar e a aprender, facilita tudo o que é muito especializado; a base 18, dobro de nove, gera mandalas com muita força sobre o inconsciente e suas manifestações.

Celina ressalta no livro “Mandalas – Como usar a energia dos desenhos sagrados” que existem mandalas com duas ou mais bases numéricas, em que os conceitos e a emanação da mandala têm duas atuações distintas. “Uma mandala com duas vibrações é mais fraca que uma mandala com apenas uma emanação vibracional”, diz.

A geometria na mandala

Na maior parte das vezes, são as formas geométricas da mandala que criam as vibrações numéricas.

-Círculo: indica a área de atuação de Deus, a abrangência de seu poder, é o símbolo do céu;

-Triângulo: representa o homem em sua busca espiritual;

-Quadrado: simboliza a matéria, o mundo das ações e realizações físicas, num plano de existência puramente terrestre;

-Pentágono e pentagrama: como pentágono, lembra o quinto elemento, o éter. Como pentagrama ou estrela de cinco pontas, emana vibrações de liberdade de ação e de pensamento; e

-Hexágono e estrela de seis pontas: o hexágono indica o campo de atuação da busca espiritual. A estrela de seis pontas ou estrela de Davi representa a fé aplicada à vida material e a fé transformada numa ligação real com Deus.

As cores na mandala

As cores nas mandalas têm uma função altamente estimulante e terapêutica:

-Vermelho: afasta a depressão, tira o desânimo e traz poder no plano material;

-Amarelo: cor da inteligência, do estudo e da criatividade;

-Azul: traz paz, harmonia e serenidade;

-Laranja: cor da reconstrução, da correção e da melhora;

-Verde: melhora qualquer estado físico negativo e cura o corpo, da mesma maneira, cura a alma quando está abatida; e

-Lilás: evita que as energias indesejadas se instalem.

Como usar as mandalas

De acordo com Celina, existem muitas maneiras de aproveitar a energia emanada pelas mandalas. “Olhas para as mandalas é a primeira maneira de receber suas emanações positivas. Ao olhar uma mandala, sua estrutura começa a agir em nosso interior e gera modificações energéticas para as quais ela está programada”, explica a autora do livro “Mandalas – Como usar a energia dos desenhos sagrados”.

O primeiro cuidado é escolher a mandala certa para olhar. “Prepare um lugar calmo e isolado. Pode haver música, incenso, velas… O essencial é poder estar ali em paz e sem ser interrompido”, ressalta. Coloque o desenho na sua frente e feche os olhos. Faça respirações profundas. Quando estiver mais concentrado, abra os olhos e olhe diretamente para a mandala. Procure deixar sua mente livre de preocupações.

“Permaneça olhando quanto tempo quiser. Se ficar cinco minutos, irá se sentir bem e em harmonia. Se ficar 15 minutos, irá restaurar sua energia interior e exterior. Se ficar 30 minutos, bem concentrado no desenho, provavelmente acabará meditando com a ajuda da mandala”, finaliza Celina Fioravanti.

Bibliografia - “Mandalas – Como usar a energia dos desenhos sagrados”, de Celina Fioravanti, com desenhos de Vagner Vargas, da Editora Pensamento.

Não é o dinheiro, estúpido


Não paute sua vida pelo dinheiro: seja fascinado pelo realizar e o dinheiro virá como consequência

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.

Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.

Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.

É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.

A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.

É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.

Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".

Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.

Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC

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