1 de out de 2011

Cuidar com carinho dos mais velhos é a principal reflexão para o Dia do Idoso


Com o objetivo de fazer com que a sociedade reflita sobre a situação do idoso e se organize para atendê-los com dignidade e respeito, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 1° de outubro como o Dia Internacional do Idoso. Desde que a data foi criada, em 2003, em referência ao dia da aprovação do Estatuto do Idoso, muitas conquistas foram alcançadas, mas ainda há muito para ser feito.
 
Entre os direitos fundamentais elencados no Estatuto estão condições dignas de moradia, assistência médica, transporte, inclusão e participação social. Além disso, o idoso também precisa estar bem com sua aparência. Como em todas as fases da vida, há uma transformação do corpo, que não precisa ser para pior. Assim como os cuidados com a higiene e a alimentação, cuidar da aparência também é importante para se sentir bem. 
 
Foi pensando em facilitar a vida dos idosos, dos cuidadores, familiares ou profissionais, que Vanda Calgaro criou a inovadora grife para idosos ativos e com necessidades especiais. “Após mais de 20 anos trabalhando com pessoas idosas percebi que não havia roupas próprias para um cadeirante, por exemplo”, explica Vanda Calgaro, proprietária de uma casa de repouso há mais de 20 anos e também idealizadora da grife Sharisma.
 
Segundo o Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas com mais de 65 anos correspondem a 7,4% da população. Como são considerados idosos maiores de 60 anos, esse número é ainda maior. Mesmo assim, não havia nenhuma marca de roupas especializada nas dificuldades desta parcela da população, a grife Sharisma é a primeira do Brasil.
 
“Nos preocupamos em criar aberturas que sejam confortáveis para o idoso e ajudem os cuidadores. Também pesquisamos tecidos, aviamentos e complementos que melhor se adaptam as necessidades da terceira idade, levando-se em conta saúde, segurança e mobilidade. Além disso, as peças são desenvolvidas dentro das últimas tendências da moda”, conta a idealizadora da grife.
 
Mais importante do que oferecer comida, moradia e assistência médica, é fazer com que o idoso se sinta incluído na sociedade. Ninguém quer se sentir inútil, um peso para os outros, e só não vai envelhecer quem morrer antes. O Dia do Idoso é para refletir e os outros 364 dias do ano são para cuidar e respeitar as necessidades e desejos destas pessoas que já fizeram tanto durante tantos anos.

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Não é o dinheiro, estúpido


Não paute sua vida pelo dinheiro: seja fascinado pelo realizar e o dinheiro virá como consequência

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.

Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.

Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.

É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.

A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.

É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.

Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".

Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.

Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC

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