11 de ago de 2011

O Aconselhamento Começa pela Comunidade

A informação comunitária e o aconselhamento de clientes são atividades paralelas. Quanto mais informadas estiverem as pessoas antes do aconselhamento individual, mais este aconselhamento pode ajudar as clientes a tomar decisões informadas que atendam realmente às suas necessidades.

Por que dar palestras e promover grupos de discussão na comunidade?

• Para informar mais pessoas de uma só vez e, assim, poupar tempo.

• Para informar a comunidade sobre os serviços disponíveis.

• Para estimular as pessoas a pensar sobre suas opções antes mesmo de falar com um profissional de saúde.

• Para deixar mais tempo no aconselhamento para tratar de cada necessidade da cliente e ajudá-la a entender as instruções.

• Para responder perguntas que as pessoas são muito tímidas para fazer.

• Para dar início em uma discussão permanente na comunidade.

• Para criar um entendimento comum entre as pessoas. Isso ajuda a evitar boatos.

• Para conscientizar as pessoas cujo comportamento sexual é cheio de riscos, estimulando-as a um comportamento mais seguro.

• Para ajudar as pessoas a compartilhar suas experiências e apoiar-se mutuamente nas decisões de saúde.

Quando e Onde?

• Quando os grupos comunitários se reúnem.

• Nos locais de trabalho ou nas escolas.

• Em reuniões públicas especialmente planejadas.

• Em outros eventos públicos tais como jogos esportivos, feiras, exposições.

• Nas salas de espera de clínicas ou postos de saúde.

Dicas de palestras e discussões

• Descubra com antecedência quem será seu público, o que eles já sabem e o que eles gostariam de saber.

• Prepare-se para a apresentação. Estabeleça metas, pontos principais e algumas questões para discussão. Planeje o seu tempo.

• Para começar, apresente-se e apresente o tema.

• Faça algo para deixar as pessoas à vontade. Em grupos pequenos, você pode começar com uma dinâmica de grupo ou pedir às pessoas para se apresentarem.

• Comece a discussão dando informações simples e claras.

• Use palavras que todos entendam.

• Use materiais audio-visuais (veja figuras 2 e 3) inclusive amostras de anticoncepcionais (se for o caso).

• Procure manter ativa a discussão. Olhe nos olhos dos participantes, estimule a participação de todos com perguntas e comentários. Faça perguntas aos participantes, com cuidado e tato.

• Convide as pessoas a falar de suas próprias experiências.

• Se a discussão mudar de rumo e ficar muito vaga, procure trazer o grupo de volta fazendo uma pergunta adequada.

• Faça um resumo dos pontos mais importantes discutidos, tanto durante como no final da reunião. 

• Ao final, sugira uma ação importante que cada pessoa presente possa executar, por exemplo, cada participante pode se comprometer a contar a uma outra pessoa da comunidade algo que tenha aprendido na reunião.


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Não é o dinheiro, estúpido


Não paute sua vida pelo dinheiro: seja fascinado pelo realizar e o dinheiro virá como consequência

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.

Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.

Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.

É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.

A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.

É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.

Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".

Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.

Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC

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