14 de mai de 2011

A reciclagem e as crianças

Conselhos de como explicar às crianças sobre reciclagem de resíduos. Saber reciclar todos os resíduos, respeitar o meio ambiente, e saber o que fazer para preservar nossa natureza, são alguns dos ensinos que nós, pais, podemos passar para nossos filhos. Somente assim eles crescerão com a mentalidade de que é necessário lutar e fazer cada um a sua parte para salvar e conservar nosso planeta.
E para isso só é necessário vontade, desejo e persistência. Vale ressaltar que o exemplo dos pais tem muito mais resultado que muitos discursos.
No dia 17 de maio se comemora o Dia Mundial da Reciclagem. Mais do que comemorações, são necessárias atitudes dia após dia. A partir dos 3 anos de idade, as crianças já podem aprender a separar os resíduos.
No princípio, o ensino vem do exemplo que dão seus pais. Se, desde pequeno, a criança observa o cuidado e o hábito de separar os materiais (vidros, papéis, plásticos, etc.), também será levado a ter o mesmo comportamento depois. O cuidado com o meio ambiente começa dentro das nossas casas. Logo, a criança pode aprender mais detalhes da reciclagem e da reutilização de materiais na escola.
A reciclagem, em âmbito mundial, caminha ainda a passos muito lentos. Na Espanha, por exemplo, só se recicla 11% dos resíduos. Em países como Holanda e França, já se recicla de 30 a 50%.
O Brasil, mesmo quando comparado a alguns países desenvolvidos, apresenta elevados índices de reciclagem. O país desenvolveu métodos próprios para incrementar essa atividade e o maior engajamento da população pode contribuir ainda mais, para o aumento do índice de embalagens reaproveitadas.

Como explicar a reciclagem às crianças

Primeiro ensinando-as como selecionar o lixo e onde devemos depositá-lo. Os resíduos podem ser separados em 5 grupos: o de papel, vidro, plástico, restos de comida, e outros mais orientados ao óleo, brinquedos, pilhas, etc. Existem cinco tipos de lixeiras onde devemos jogar o lixo:
1- Lixeira azul: destinado para papel e papelão.
2- Lixeira verde: destinado para vidros, cristal.
3- Lixeira vermelha: para as embalagens de plástico e briks , fora os de metal.
4- Lixeira amarela: para as embalagens de metal e aço.
5- Lixeira marrom: para os restos de comida, ou seja, para a matéria orgânica e também para outro tipo de restos como as plantas, tampas de cortiça, telas, terra, cinzas, pontas de cigarro, etc.
6- Lixeiras complementares: para jogar restos de óleo, brinquedos quebrados e pilhas.

Por que temos que reciclar

É necessário explicar passo a passo porque temos que reciclar. As crianças precisam saber o porque das coisas para fazê-lo. É necessário fazê-las entender que a reciclagem existe para evitar a destruição do nosso meio ambiente.

Exemplos

1- Papel – para fabricar uma tonelada de papel é necessário utilizar entre 10 e 15 árvores, 7800 Kw/h de energia elétrica e uma grande quantidade de água. Ao reciclar o papel, se reduzirá o corte de árvores, se economizará energia elétrica e uma grande quantidade de água. Além disso, estaremos protegendo animais como os insetos e os pássaros, que dependem muito das árvores para sobreviverem.
2- Vidro – O vidro é reciclável porque está feito de areia, carbonado de cal, carbonato de sódio, materiais que requerem muita energia para sua fabricação. Para fundir vidro descartável se requer menos temperatura que para fabricá-lo com matéria-prima virgem.
3- Aluminio - Pode-se encontrar alumínio em um mineral chamado bauxita. Para extraí-lo e processá-lo requer uma grande quantidade de energia elétrica, sendo que se obtivermos o alumínio reciclando-o, se economizará quase 95% de energia. 

O que podemos fazer

Podemos seguir a regra dos quatro erres: reduzir, reutilizar, reciclar e recuperar. Reduzir a quantidade de lixo, reutilizar embalagens e sacos, reciclar materiais como o plástico, e recuperar materiais para voltar a utilizá-los.

Paralelamente à educação meio ambiental que devem dar aos seus filhos, os pais também devem seguir algumas normas como sugestão no seu dia-a-dia:
1- Escolher com cuidado os produtos que se compra, considerando as possibilidades de reutilização das embalagens.
2- Evitar comprar produtos com muita embalagem.
3- Sempre que for possível, reciclar os sacos de supermercado para envolver o lixo ou para levá-los quando vão às compras em feira, etc.
4- Reciclar os papéis que utilizamos em casa.
5- Evitar impressões de papel desnecessárias.
6- Fazer com que as crianças usem mais o quadro negro que os papéis.
7- Escolher papéis reciclados.
8- Comprar bebidas em garrafas recicláveis.
9- Usar lâmpadas de baixo consumo.
10- Difundir suas experiências de reciclagem com amigos e familiares. 

Vilma Medina

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Não é o dinheiro, estúpido


Não paute sua vida pelo dinheiro: seja fascinado pelo realizar e o dinheiro virá como consequência

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.

Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.

Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.

É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.

A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.

É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.

Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".

Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.

Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC

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