17 de mai de 2011



NotíciaQuer reciclar quanto?Quer reciclar quanto?Nos últimos três anos, a Casas Bahia construiu um dos maiores programas de reaproveitamento de resíduos do País. O lucro dessa operação é usado para financiar ações educacionais



A Lei de Resíduos Sólidos ainda depende de regulamentação para ser aplicada integralmente. Apesar disso, várias empresas se anteciparam à legislação e adotaram iniciativas para dar um destino correto aos resíduos gerados em seu dia a dia. Poucas, no entanto, foram tão longe quanto a Casas Bahia. Desde maio de 2008, a Central de Triagem instalada na área do Centro de Distribuição da rede varejista, localizado em Jundiaí (SP), já processou cerca de 30 mil toneladas de papelão, isopor, plástico e papel.
O material é resultado da coleta seletiva feita na sede da empresa, em São Caetano do Sul, município da Grande São Paulo, e em 100 lojas da região metropolitana de São Paulo. Uma parte significativa dos resíduos é obtida com a operação de logística reversa das embalagens dos produtos entregues na casa dos clientes da Casas Bahia. Agora, o projeto de reciclagem entra em sua fase madura.



Até o final de junho serão investidos R$ 400 mil para adicionar mais 600 m² de galpões, elevando o total para 2 mil m². Com isso, será possível duplicar para 200 o número de lojas participantes da coleta. A ideia é instalar centrais semelhantes nos demais Estados onde atua. “Queremos replicar esse projeto em outros locais, começando pelo Rio de Janeiro”, afirma Raphael Klein, CEO da Globex, empresa resultante da fusão da Casas Bahia com o Extra Eletro e o Ponto Frio, do Pão de Açúcar. O centro é gerido como se fosse uma unidade de negócio do grupo. “Temos de ser autossuficientes e gerarmos os recursos necessários para eventuais expansões”, afirma Klein. 
 
A única diferença em relação a programas semelhantes é que os lucros obtidos, cerca de R$ 250 mil por mês, são aplicados integralmente em ações sociais apoiadas pelo projeto Amigos do Planeta, da Casas Bahia, cujos motes são a melhoria da educação em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e ações sócio-ambientais. Esse trabalho é feito em parceria com o Instituto Brasil Solidário.

Quer reciclar quanto?

Apesar do cunho eminentemente social, o programa de reciclagem adotado pela empresa seguiu o mesmo ritual de outras tacadas empresariais do grupo. Desde  sua concepção até ser colocado de pé,  passaram-se 12 meses. Nesse período, o comitê gestor, encabeçado por Klein e formado por 17 funcionários de todos os escalões da companhia, visitou cooperativas do setor e se reuniu com especialistas da área até desenvolver o plano de negócios. 
 
Tudo feito de forma voluntária e nos horários de folga. Essas experiências foram reunidas em um banco de práticas e os recursos resultaram de um empréstimo concedido pela própria Casas Bahia. “Pagamos a dívida em apenas seis meses e, antes mesmo de completar um ano, o Central de Triagem já teve de ser ampliado para dar conta da demanda”, afirma Klein.
 
Na avaliação da consultora Giovana Baggio, professora de sustentabilidade da BBS Business School, o programa deixa a Casas Bahia em uma posição favorável em relação aos competidores, especialmente no que se refere à lei de resíduos. “Por ter saído na frente, a Casas Bahia terá mais facilidade para se adequar aos dispositivos que serão definidos na regulamentação da lei de resíduos”, diz Giovana. 
 
Pelo lado institucional, a Casas Bahia também está colhendo dividendos. É que algumas das iniciativas apoiadas por ela acabaram se tornando referência para a implantação de políticas públicas. No município de Crateús (CE), por exemplo, foi criada uma Gerência de Meio Ambiente no âmbito da Secretaria Municipal de Negócios Rurais. Em Poço das Trincheiras (AL), o serviço de coleta de lixo foi ampliado. “Nosso objetivo nunca foi fornecer o peixe, mas sim ensinar as pessoas a pescar”, diz Klein. 


fonte: Isto É

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Não é o dinheiro, estúpido


Não paute sua vida pelo dinheiro: seja fascinado pelo realizar e o dinheiro virá como consequência

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.

Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.

Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.

É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.

A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.

É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.

Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".

Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.

Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC

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