14 de mai de 2011

Mosaicos de CD's


Aprenda a transformar uma cadeira antiga com mosaicos de CDs
Ana Paula Rocha
Há dois anos, a artesã Surama Caggiano desenvolveu um novo tipo de mosaico, que é feito a partir de CDs inutilizados, e não de pedra como o convencional. Por ser mais leve do que as rochas, o material pode ser aplicado em diversos objetos, como cadeiras, mesas, abajures e quadros, entre outros.

A nova técnica desenvolvida por ela alia decoração com sustentabilidade, já que reaproveita os discos que seriam jogados foras e os móveis que antes eram tidos como velhos e danificados.

Neste passo-a-passo, Surama ensina a transformar uma cadeira simples em um objeto cheio de estilo. Confira!

Materiais necessários:

- Uma lixa nº 100
- 30 a 35 CDs em média
- Um pincel nº 12
- Cola branca
- Papel de revista, jornal ou presente
- Rejunte na cor bege
- Verniz Geral

01 O primeiro passo é lixar o CD até tirar toda a parte de cima (ou seja, aquele papel que fica em cima)

02 - O CD vai ficando transparente ao sair a parte de cima

03 Após lixado, limpe o CD com um pano seco até tirar todo o pó acumulado

04 - Escolha um papel, que pode ser de revista, jornal ou até mesmo de presente, para colar no CD

05 Passe cola branca com o pincel em todo o CD

06 - Cole o CD no papel

07 - Depois corte o papel que não foi colado no CD

08 - O próximo passo é cortar o CD em quatro partes iguais

09 - Eis as quatro partes cortadas

10 - Depois, pegue uma dessas partes e corte tiras não muito finas

11 - Dessas tiras, corte pequenos quadrados e faça isso com todo o CD

12 - Na foto, potes com quadrados de diversas cores que serão aplicados na cadeira

13 - Não é preciso lixar a cadeira, só limpe-a para começar a colar os mosaicos

14 - Passe cola branca ao redor do assento da cadeira

15 - Cole os mosaicos de mesma cor, com um pequeno espaçamento entre eles, ao redor de todo o assento. Sempre se deve começar de fora pra dentro

16 - Para fazer a segunda fileira de mosaicos, escolha outra cor de papel e cole assim como fez na primeira fileira

17 - Vá fazendo até completar todo o assento

18 - Quando o espaço vai diminuindo, é preciso ajeitar os mosaicos com cuidado e cortá-los se for necessário para se encaixarem corretamente

19 - Para fazer o mesmo processo com o encosto da cadeira, é preciso deitá-la para a cola não escorrer

20 - Tente usar a mesma seqüência de cores do assento. Neste caso, Surama preferiu preencher a parte central do encosto com duas cores diferentes de mosaico

21 - Agora é a hora de fazer o rejunte, vai preencher os espaços entre os mosaicos. Misture meio copo do produto com água e mexa

22 - Este é o ponto que a mistura deve ficar. Nem muito aguada e nem dura demais

23 - Aplique a massa com uma colher ou uma espátula em todo o assento da cadeira

24 - É importante verificar se o rejunte preencheu todos os buracos entre os mosaicos


25 - Faça o mesmo com o encosto da cadeira

26 - Deixe o rejunte secar por 5 horas, quando o tempo estiver chuvoso ou úmido, ou 3 horas, quando estiver um dia quente. Após isso, passe um pano seco e retire o excesso do material

27 - Faça o mesmo com o encosto. Caso o dia esteja muito quente, pode umedecer levemente o pano

28 - Por fim, passe o verniz geral na peça

29 - O produto além de segurar os mosaicos...

30 - ...ainda impermeabiliza e dá um brilho especial na peça

31 - Deixe o verniz secando por cerca de 24 horas

32 - Enfim, a peça está pronta e com outra cara



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Não é o dinheiro, estúpido


Não paute sua vida pelo dinheiro: seja fascinado pelo realizar e o dinheiro virá como consequência

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.

Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.

Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.

É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.

A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.

É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.

Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".

Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.

Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC

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